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Sob prisma diverso
dema


Reclamam ininterruptamente, os pardais,
se o sol está quente,
se não há água para matarem a sede,
se os periquitos invadem seus ninhos,
se falta capim para o depósito no sótão
e voam desesperados quando o gavião aparece,
(aí, nem tempo para reclamo).
Não sei se de bom grado,
vivem na companhia das rolinhas, que,
manhosas e lerdas, aninham-se em todos os cantos
e não tomam tento ao botarem em ninhal já chocado.
(Desimporta minha presença
ou se os interpreto mentalmente.)
Tomam da água do cão e, depois,
nela defecam para que ele a recuse.
(Dog que se preza morre de sede,
mas não bebe água defecada.)
De repente, chega o colibri.
Safado, stop ante bebedouro próprio
e sorve o néctar que se lhe reservou.
Um banho no esguicho do jardim
para bye, bye amigos, que já me vou.
A barulheira infernal alegra a tarde.
Não se move o cão sonolento.
É a vida vista por faceta diversa,
o mundo sendo mundo, como parece dever ser.
Olha-nos a tarde com a frescura do vento
e nos induz ao suspiro alongado:
Louvado seja o Criador!

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