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Travessia

dema



E ordena Netuno: _ Nave ao mar!
Velas ao vento! Tempestades! Marés!

Um veleiro nas águas da vida a vagar.
Em noites abertas, Polaris é guia.
Se há tufão, porém, timoneiro à toa,
ondas gigantes,
sextante Inútil,
ração diminuta.
Desgoverna-se a nau, quase a pique.
Navega-se ao léu.

Quem sabe um dia aportemos,
talvez soçobremos:
na popa, o tempo,
na proa, um destino incerto.

Conosco, o mar,
o cheiro de enxofre,
por vezes, o luar.

Navegar, navegar...
rumo ao desconhecido.
Não importa o quando,
impende chegar.
Sem pressa, devagar.

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